Tecnologia
18/05/2012 - 17:30
- Por Helena Ometto
Interação move braço robótico pelo pensamento
Estudo Breakthrough é a mais completa técnica para pacientes paralisados até agora

Concentrando-se profundamente, Cathy Hutchinson olhou para a garrafa com café sobre a mesa à frente de sua cadeira de rodas. Uma cúpula em forma de xícara estava em cima de sua cabeça e alimentava seu pequeno implante neural, capturando sinais de seu córtex motor, enquanto ela pensava em segurar a garrafa. Então, o braço do robô começou a se mover lentamente. O cotovelo balançou para frente, o pulso virou-se e apertou os dedos em volta da garrafa. Um momento depois, ela tomou um longo gole, depois de 15 anos impossibilitada de fazer isso sem a ajuda de alguém.
Essa façanha é parte de um ensaio clínico em curso que utiliza um sistema de interface neural. Foi a primeira demonstração e o primeiro estudo publicado sobre pessoas que utilizam os seus próprios sinais cerebrais para controlar um braço robótico. Esse é um grande avanço para a neurociência e para a engenharia, e que pode, um dia, ajudar pessoas com paralisia a viver de forma mais independente.
Controle cerebral
O controle do cérebro por tecnologias poderia restaurar a mobilidade, comunicação e independência para pacientes como Hutchinson, acredita o dr. Leigh Hochberg, professor de engenharia na Universidade de Brown e neurologista do Massachusetts General Hospital. “Esperamos fornecer uma tecnologia que irá traduzir a intenção do movimento, decodificado diretamente a partir de sinais cerebrais, em comandos para controlar dispositivos de auxílio ou próteses”, disse.
A pesquisa anterior realizada por esta equipe mostrou que pacientes paralisados poderiam controlar um cursor de computador com seus pensamentos. No ano passado, os neurocientistas da Duke Medical Center provaram que macacos poderiam controlar um braço robótico com o pensamento. Este novo estudo, publicado na revista “Nature”, mostra que isso também pode funcionar em humanos.
Hutchinson colocou o implante há cinco anos, de acordo com o co-autor John Donoghue, que liderou o desenvolvimento da tecnologia conhecida como BrainGate. O fato de que o implante funcionou por tanto tempo, assim como o córtex motor, é um sinal encorajador, segundo ele. “Quinze anos depois de o cérebro se desconectar dos membros após um acidente vascular cerebral, ela ainda era capaz de criar todos os sinais neurais”, revelou.
A tecnologia ainda está muito longe de um uso generalizado, mas Donoghue e Hochberg disseram em coletiva de imprensa que foram incentivados por seu sucesso até agora.
O braço robótico
Para traduzir os pensamentos dos pacientes, os cientistas tiveram que passar por uma série de exercícios de treinamento para decodificar os sinais neurais. Os dois pacientes assistiram a dois distintos braços robóticos – um desenvolvido pelo Instituto DLR de Robótica e Mecatrônica, na Alemanha, e outro por DEKA Research Corp e Desenvolvimento, também conhecido como “braço DARPA”. Os cientistas controlaram o movimento dos braços, e os pacientes foram convidados a imaginar-se fazendo os mesmos movimentos.
“Isso provoca um padrão de energia elétrica em seus cérebros que se comunicam com o robô. Ou seja, significam mover o robô”, disse Donoghue. “Quando os pacientes pensam em um movimento, seus cérebros provocam padrões como os que devem acontecer quando você realmente se move, mas é claro que nenhum movimento ocorre de fato. O córtex motor parece trabalhar de uma forma normal, mesmo anos depois de um evento como uma lesão da medula espinhal ou um acidente vascular cerebral”.
Hutchinson, de 58 anos, sofreu um AVC que roubou suas expressões e seus movimentos abaixo do pescoço. Ela ocasionalmente tem movimentos involuntários dos braços, mas não consegue controlar. O outro paciente, um homem de 66 anos, conhecido como T2, também sofreu um AVC que o deixou privado de movimentos e de fala, além de sofrer de uma síndrome do encarceramento, limitada a pequenos movimentos de seus olhos. Agora, o paciente T2 comunica-se respondendo a letras individuais por meio de um alfabeto que é lido em voz alta. Hutchinson se recuperou um pouco mais, com movimento limitado do pescoço.
Como os sinais dos pacientes neurais foram decodificados, eles foram convidados a usar os braços para alcançar e agarrar alvos de espuma que foram colocados na frente deles. Foi assim que Hutchinson tentou a experiência do café. “O olhar no rosto dela diz tudo”, disse Hochberg.
Em 158 testes, durante quatro dias, ela foi capaz de tocar o alvo dentro de 48,8% de um tempo determinado usando o braço robótico DLR, e em 69,2% dos casos com o braço DEKA. Em 45 ensaios usando o braço DEKA, T2 tocou o alvo dentro de 95,6% do tempo. “Apenas imaginei mover meu próprio braço e o DEKA se moveu para onde eu queria”, disse mais tarde.
Planos
Patrick van der Smagt, chefe de biônica e robótica de apoio do Instituto DLR e da Universidade Técnica de Munique, disse que o objetivo é usar um braço robótico com movimentos intuitivos. “Interações futuras poderiam fornecer maior autonomia do braço por meio da decodificação mais detalhada de um paciente”, disse.
“Com os sinais que você tem, é possível ler mais do que os movimentos: você pode ler a intenção deles. Se você está se movendo em direção ao copo, é claro que você quer agarrá-lo”, relata.
O objetivo final é um sistema menor, talvez implantável, que daria a um paciente paralisado ou alguém com perda total do controle dos membros uma autonomia sobre seu ambiente, acredita Hochberg.
“O verdadeiro sonho é um dia reconectar o cérebro com o membro, para fazer esses sinais poderosos do córtex motor chegarem aos nervos periféricos. Alguém com paralisia seria capaz de chegar e pegar a garrafa de café com o próprio membro e por vontade própria”, disse ele.
A pesquisa foi financiada pelo Department of Veterans Affairs e pelo National Institutes of Health dos EUA.
Assista à história no vídeo disponibilizado pela BBC:
Texto: Rebecca Boyle
Ciência
17/05/2012 - 17:55
- Por Helena Ometto
Há mais tipos sanguíneos do que você sabia
Os tipos A, B, AB e O são complementados por outros tipos recém-descobertos

Pesquisadores da Universidade de Vermont (EUA) descobriram duas novas proteínas nas células vermelhas do sangue, confirmando a existência de outros dois tipos sanguíneos novos testáveis. Com isso, pode haver grande redução no risco de transfusões de sangue incompatíveis entre dezenas de milhares de pessoas. Mas o mais importante é que, com esses dois tipos sanguíneos novos (chamados de Junior e Langereis), o número total de novos tipos de sangue reconhecidos sobe para 32. Isso mesmo, 32 tipos sanguíneos!
Acontece que há muito mais do que somente A, B, AB e O: existem 28 outros tipos mais raros, muitas vezes levando o nome da pessoa que o descobriu. Eles são identificados pela presença de um grupo particular de antígenos (substâncias que informam o seu sistema imunológico para enviar anticorpos), e muitos, tal como os tipos Kell e MNS, podem realmente ser simultâneos com outros, como A ou O.
Mas a descoberta de novos tipos sanguíneos é muito rara. O mais recente foi descoberto mais de uma década atrás. Os grupos Júnior e Langereis são particularmente prevalentes no leste da Ásia, especialmente no Japão. Bryan Ballif, biólogo da Universidade de Vermont, disse que “pode haver mais de 50.000 japoneses do grupo Júnior negativo, que poderão ter problemas de transfusão de sangue ou de incompatibilidade materno-fetal.”
Texto: Dan Nosowitz
Tecnologia
17/05/2012 - 14:24
- Por Helena Ometto
iPavement oferece wi-fi nas calçadas
Calçadas inteligentes proporcionam conexão sem fio e Bluetooth de graça

Já imaginou uma calçada que ofereça conexão sem fio aos pedestres e veículos? Pois isso já é possível. A empresa espanhola iPavement desenvolveu um sistema de blocos que, quando instalados no chão, proporciona conexão sem fio aos passageiros. A primeira calçada inteligente foi instalada em Madri (Espanha).
Cada bloco mede 40 x 40 cm e pesa, em média, 24 quilos. Constituídos de carbonato de cálcio, um material resistente e ideal para ser utilizado como calçamento em ambientes de tráfego intenso sem interferir no sinal, os blocos são oferecidos em dois modelos: liso e com ranhuras (este para proporcionar acessibilidade aos deficientes visuais).
Sistema operacional
A tecnologia utiliza o sistema operacional Viacities, que também proporciona aplicativos ao iPavement, deixando os caminhos e passeios pelo local mais divertidos. Os apps Via Maps, Via Sound, Via Book, Via Coupons e Analytics iPavement oferecem dicas culturais sobre a região e alertas sobre descontos e trajetos. Além da conexão Wi-Fi, os blocos também possibilitam o envio de informações via Bluetooth sobre as dicas.
A previsão é que o iPavement chegue a mais cidades do mundo todo a partir de junho desse ano. Para saber mais sobre a calçada inteligente, assista ao vídeo abaixo que mostra a nova rotina dos espanhóis após a chegada do sistema:
Tecnologia
16/05/2012 - 18:45
- Por Helena Ometto
Tecnologia da Disney reconhece o toque humano
Sistema Touché transforma os objetos comuns em high-tech

Um sistema criado por pesquisadores da Disney é capaz de identificar toques e movimentos em qualquer superfície com um mecanismo semelhante ao dos smartphones. A tecnologia “Touché” poderá ser usada em maçanetas inteligentes, que reconhecem o toque de alguém e abrem a porta automaticamente, ou em cadeiras que desligam as luzes da sala quando você se levantar. Outra aplicação é em pulseiras, tornando o corpo sensível ao toque do sistema. Dessa maneira, seria possível controlar o smartphone através de sinais e gestos, mesmo com ele guardado no bolso. Para trocar a faixa da música, bastaria deslizar os dedos nas palmas das mãos.
Sistema
Nos smartphones, a tecnologia de reconhecimento de toque funciona a partir de um sistema capacitivo: a superfície da tela é revestida com um condutor transparente que leva o sinal elétrico ao local do toque, reconhecendo o comando. No sistema da Disney, ocorre o mesmo mecanismo, com uma ampla gama de frequências de sinal que coleta mais informações, ou seja, uma maior quantidade de gestos poderá ser reconhecida pelo sistema: toques, gestos, beliscões, apertos de mão, estalar de dedos… Ele também reconhece qual parte do corpo está sendo usada no comando diante de suas propriedades capacitivas.
Ivan Poupyrev, cientista sênior da Disney, afirmou que os testes de “Touché” alcançaram um reconhecimento próximo de 100% e confirmou que, em breve, essa tecnologia estará em nossos lares. Assista abaixo o funcionamento do Touché:
Tecnologia
11/05/2012 - 18:15
- Por Helena Ometto
Museu do Amanhã será inaugurado em 2014
Arquiteto espanhol e físico brasileiro criaram o espaço no Rio de Janeiro

O Museu do Amanhã está sendo construído na zona portuária do Rio de Janeiro e teve sua inauguração anunciada para 2014 em meio a imagens futuristas e conceitos científicos mesclados a pensamentos filosóficos. Os responsáveis pela obra são o arquiteto espanhol Santiago Calatrava, criador do espaço, e o físico brasileiro Luiz Alberto Oliveira, curador do museu.
Proposta
O Museu do Amanhã chega com a proposta de ser um “museu de exploração e possibilidades”. Entre as atrações, estará uma caminhada interativa que mostrará aos visitantes as possibilidades de vida nos próximos 50 anos, dependendo do tipo de ações que tomarmos no presente, tratando-se principalmente das ações com o planeta.
O fundamento do museu é que o amanhã refere-se a uma construção coletiva da sociedade, iniciada no presente. O espaço será uma espécie de portal do tempo conectando o hoje, no qual as ações são realizadas, e o futuro, quando aparecerão as possíveis consequências desse ato. O roteiro passará por quatro grandes áreas: o sempre, o ontem, o hoje e o amanhã, apresentadas em projeções tridimensionais, telas interativas de até 40 m e simulações do futuro com o uso de tecnologias específicas. O visitante vai entrar em contato com o cosmos, a biodiversidade, a genética e o planeta.
Museu experiencial
O Museu do Amanhã entra para a tradição dos museus experienciais que estão se desenvolvendo ultimamente no Brasil, como o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol, configurando-se como um lugar de experiências e exploração das possibilidades do amanhã.
A previsão de abertura é maio de 2014. O espaço pertence à Prefeitura do Rio de Janeiro e está orçado em R$ 215 milhões, financiados por uma parceria público-privada. Somente o banco Santander bancou o patrocínio de R$ 65 milhões.

Tecnologia
10/05/2012 - 15:27
- Por Helena Ometto
Biocomputador do futuro será de bactérias
Os micro-organismos podem ser usados para produzir componentes de computação

Como os componentes dos computadores estão cada vez menores, ficou mais difícil fabricá-los por meios convencionais. Sendo assim, nanoaparelhos no futuro terão um custo cada vez mais elevado. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Leeds (Reino Unido) e da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio (Japão) estão contando com a ajuda de bactérias magnéticas. Elas podem ser aproveitadas para construir componentes de computação minúsculos semelhantes àqueles encontrados em PCs convencionais, ou mesmo para construir computadores biológicos no futuro.
Bactéria
A bactéria Magnetospirilllum magneticum é um micro-organismo que se desenvolve naturalmente e vive em ambientes subaquáticos, usando seu magnetismo natural para nadar entre as linhas do campo magnético da Terra em busca de oxigênio. Quando elas ingerem ferro ou proteínas especiais, geram minúsculos cristais de magnetita, um mineral que se concentra no interior da bactéria, configurando um dos materiais naturais mais magnéticos do planeta.
A manipulação da colonização dessas bactérias é viável. Por isso, os pesquisadores acham que é possível desenvolver pequenos ímãs no interior dos micro-organismos, que poderiam servir como componentes nas unidades rígidas minúsculas do futuro.
Considerando que é muito difícil fazer ímãs muito pequenos e moldá-los de modo que possam servir como dispositivos de memória, essas proteínas e as bactérias em que residem podem ser condicionadas a fazer todo o trabalho duro, criando material magnético e produzindo regularmente blocos de mesma forma.
Fios elétricos
Além disso, a equipe vem trabalhando para produzir minúsculos fios elétricos que permitam a troca de informações através das membranas celulares, possibilitando a comunicação em nanoescala dentro de um computador feito de células biológicas. Os “fios” terão a aparência de nanotubos com resistência elétrica que passa através das paredes celulares. Eles ficarão encobertos na membrana celular, que é altamente biocompatível.
Essa pesquisa abre portas para todos os tipos de ideias que ultrapassem a linha entre o electro-mecânico e o biológico, como computadores biocompatíveis que poderiam ajudar em cirurgias humanas, ou mesmo viver permanentemente no interior do corpo humano.
Texto: Clay Dillow
Ciência
08/05/2012 - 14:28
- Por Helena Ometto
Gases de dinossauros aqueceram a Terra
O primeiro efeito estufa foi causado pelo metano dos animais

Uma pesquisa liderada por David Wilkinson da Liverpool John Moore’s University, em parceria com pesquisadores da Universidade de Londres e da Universidade de Glasgow descobriram que os dinossauros gigantes das eras primitivas podem ter causado o primeiro aquecimento global. A causa? Sua flatulência.
Os pesquisadores calcularam os níveis de produção de metano dos saurópodes, grupo de dinossauros que incluia a espécie conhecida como Brontossauro. Tendo por base a escala de produção atual do metano do gado (entre 50 e 100 milhões de toneladas de gás por ano), eles estimaram que a população total de dinossauros produziu cerca de 520 milhões de toneladas de gás por ano de sua existência . A tese é de que essa grande quantidade de gás poderia ter sido um fator-chave para as altas temperaturas de 150 milhões de anos atrás.
Saurópodes como os Brontossauros eram animais gigantes que pastavam na vegetação durante a era Mesozoica. Mas os pesquisadores esclarecem que os vilões do aquecimento não eram os gigantes, mas sim os microrganismos que viviam dentro de seus intestinos e eram responsáveis pela produção do metano.
Metano
É o gás do efeito estufa que absorve a radiação infravermelha do sol, prendendo-a na atmosfera da Terra e culminando no aumento da temperatura terrestre. Estudos anteriores sugeriram que a Terra era até 10°C mais quente na era Mesozoica se comparado com a temperatura atual.
Tendo conhecimento de que as emissões atuais do gado contribuem com uma parte significativa dos níveis globais de metano, os pesquisadores usaram os dados existentes para estimar como os saurópodes poderiam ter afetado o clima. Os cálculos consideraram os dinossauros como uma população total, utilizando uma escala semelhante à do gado para as ligações de biomassa que produzem o metano.
Atualmente, a emissão de metano está na faixa de 500 milhões de toneladas por ano, considerando uma combinação de fontes naturais, animais selvagens, incluindo a produção de carne e leite, e atividades humanas.
A pesquisa foi publicada na revista Current Biology.
Tecnologia
07/05/2012 - 14:52
- Por Helena Ometto
Roupa monitora saúde de pacientes
Um sistema de vigilância sem fio comunica informações aos médicos

Pesquisadores da Universidade de Arkansas (EUA) desenvolveram sensores têxteis implantados em nanoestruturas que podem ser colocados nas roupas de pacientes. A invenção monitora a condição de saúde dos indivíduos onde quer que eles estejam. O sistema de vigilância funciona sem fios e transfere as informações sobre o paciente ao médico, ao hospital e até ao próprio paciente que queira se automonitorar.
Como funciona
Os sensores se comunicam através de um módulo leve e sem fio que recebe os dados coletados em um software dentro de um smartphone. As informações são compactadas e enviadas às redes sem fios cadastradas. O e-sutiã (sutiã eletrônico), ou qualquer peça de roupa em que sejam implantados os sensores, permite uma vigilância contínua e em tempo real para identificar qualquer alteração no quadro do paciente.
Na tela do smartphone, acontece a integração dos vários sensores que monitoram a saúde cardíaca, por exemplo, ou mesmo a pressão sanguínea, a temperatura do corpo, o ritmo respiratório, o consumo de oxigênio e algumas atividades neurais. Esses dados são captados pela roupa e transmitidos para qualquer lugar do mundo, além de desenvolver as mesmas leituras obtidas com o eletrocardiograma convencional, inclusive a capacidade de mostrar o início de uma parada cardíaca.
Curiosidades
- Os sinais elétricos e os dados fisiológicos captados pelos sensores são enviados ao módulo sem fio, uma espécie de computador com baixo consumo de energia, com um amplificador, uma antena, um cartão de circuito impresso, um microprocessador, um módulo Bluetooth, uma bateria e vários sensores, contido em uma pequena caixa de plástico.
- O sistema pode substituir medidores de pressão convencionais, já que inclui fios de ouro, nanosensores têxteis flexíveis e condutores de corrente elétrica.
Tecnologia
03/05/2012 - 17:12
- Por Helena Ometto
Samsung lança Galaxy S III
Novo smartphone pretende fazer concorrência ao iPhone 4S

Em cerimônia realizada em Londres (Inglaterra), aconteceu a apresentação do novo smartphone da Samsung. Com o nome oficial ‘Galaxy S III’ e o slogan “Designed for Humans” (“criado para humanos”, em português), o novo smartphone pretende ser o principal concorrente do iPhone 4S, da Apple.
Disponível nas versões azul e branco, oferece suporte às redes 4G de alta velocidade, além de um processador de quatro núcleos (Quad-Core Exyons 4 Quad) de 1.4 GHz, melhorando o desempenho do aparelho.
A nova tela tem 4,8 polegadas e emprega a tecnologia Super AMOLED de alta definição (resolução de 1280 x 720 p). O aparelho roda a mais recente versão do sistema Android: Ice Cream Sandwich (4.0). A câmera é um dos principais diferenciais, com 8 MP, além de uma câmera com visão frontal de 1,9 MP, especial para videochamadas. O compartilhamento instantâneo de arquivos também é uma inovação. A função permite transmitir dados entre modelos Galaxy por meio de Wi-Fi.
Comparação
Em comparação ao modelo da Apple, a Samsung substituiu o sistema Siri pelo S Voice, que ouve e responde a comandos de voz do usuário, além de realizar uma interação natural: quando percebe que o usuário está olhando fixamente para a tela, o aparelho liga automaticamente.
Para desconforto de alguns usuários, a tela tem dimensões maiores que os modelos anteriores, o aparelho possui 8,6 milímetros de espessura e pesa 133 g. A Samsung anunciou o Galaxy S III como o smartphone oficial das Olimpíadas de Londres. Além disso, uma parceria com a Visa pretende implantar uma tecnologia de pagamento por NFC para ser utilizada nos jogos (ao aproximar o smartphone de um aparelho especial para pagamentos, o valor é debitado da sua conta automaticamente).
O Galaxy S III oferece capacidade de armazenamento de 16 Gb e 32 Gb, mas há previsão de uma versão de 64 Gb. O lançamento na Europa está previsto para 29 de maio, mas ainda não há previsão de chegada nos demais continentes. Enquanto isso, vamos aguardar a chegada do novo Galaxy aqui no Brasil.
Tecnologia
03/05/2012 - 14:32
- Por Helena Ometto
Hackers inventam o Tetris de prédio
LEDs, wireless e controle sem fio fazem parte da brincadeira

Os 21 andares do prédio do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, localizado em Cambridge (EUA), foram ocupados por estudantes do próprio instituto e transformados em um imenso jogo de Tetris. O sistema utilizou 153 LEDs coloridos controlados via wireless. Os blocos podiam ser acelerados, girados e movidos ao longo das janelas do próprio prédio através de um joystick remoto.
Há tempos os hackers tinham essa ideia de transformar o prédio verde do MIT em uma partida de Tetris, afinal a lateral do prédio é um grid perfeito para o jogo. Em setembro do ano passado, eles já haviam feito a primeira tentativa, que deu errado. Mas, dessa vez, deu tudo certo.
Assista no vídeo abaixo como ficou a brincadeira:


